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Yuri Fernandes Machado Poema

Prazer, cadáver

Prazer,
Eu sou um cadáver,
mas não daqueles mumificados,
fossilizados no tempo
feito história para a posteridade,

mesmo morto,
de minha boca ainda nascem moscas,

sou morto-vivo
sou Lázaro,
sou pulsante

sou daqueles que fedem sob a luz do sol,
sou daqueles das quais as feições tortas
Repelem e atraem multidões.

Exalo versos pútridos pelos meus poros,
que podem cheirar a jasmim
-para quem abriu as narinas,

sou abjeto para aqueles que fecharam os olhos,
mas sou belo
-para quem abriu o estômago.

Me putrefaço,
meu suco escorre pela grama,

PENETRA o solo

O aduba..

… e é no rizoma

que me faço

CÓSMICO

A Parte Mal Dita
Vitchenzo Manfron Caliari
Yuri Fernandes Machado

@apartemaldita
apartemaldita@gmail.com

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