Ergueram-se dos que não viveram bastante,
Agora, vestidos fantasmas mudos na aurora ofegante.
Não! Nenhuma desculpa para virar caveira em prateleira,
Pois a memória zumbe onde o coração pulsava inteiro, à maneira.
Na porcelana sutil, o chá perfumado
Infundia um mar de sonho e senso real misturado.
Terravista! Novo mundo a vapor, como o pensar
Finge ser o saber que não quis se revelar.
De lagos brancos como neve e rios vermelhos,
Como derramado sangue puro das lanças de flores dos sonhos,
Mentes e corpos renascidos doem suaves em espelhos,
Refletindo o peso dos nunca vistos anos alheios.
Poeta! "Segura tua língua, ou grava teu nome
No túmulo onde o silêncio consome!" És livre!
Nenhuma ferida mais à cada chama que dorme,
Que o velho tempo acorrentou. Vê!
Os dias antigos voltaram, não só para passar.
Um novo século desamaldiçoa o anseio de salvação,
Mas pelo vidro da ampulheta sombras a sussurrar,
Tentam aprisionar do poeta-fênix a devoção.
Eu não quero voltar! Leve rápido meu suspirar!
Magnum-opus mil escritas vêm dos sábios.
Buscadores da lua em monumento de esperança,
Cantam em vestes brilhantes. Seus versos alçam dos lábios
Como aurora renascida além do escopo dos céus.
Sou o eco kuritybano do que não foi feito,
O silencioso tremor distante entre a morte e o sol!
